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sábado, 25 de outubro de 2008

APOSTAS E RESULTADOS

As audiências estabelecem o rumo de uma Empresa de comunicação. Um maior número de audiência sugere um maior nível de publicidade, o que gera mais receitas para a Empresa e por aí a fora...
Com o domínio absoluto da TVI resta-nos observar a luta acesa pelo segundo lugar entre RTP1 e SIC. Nuno Santos "mudou-se" para a SIC - após excelentes resultados na Televisão Pública - mas desconfio que vai ter que batalhar muito para conseguir levar de vencida a Televisão Estatal.
Numa primeira análise temos os confrontos entre os Telejornais, levando a TVI - com os seus noticiários sensacionalistas - vantagem, onde em segundo lugar surge o Telejornal da RTP1. A SIC surge distante com o renovado modelo do Jornal da Noite.
A SIC renovou o seu modelo de Jornal da Noite: colocou Clara de Sousa e Rodrigo Guedes de Carvalho, os seus melhores pivots (de longe!!!), mas perdeu na linha de orientação do Jornal isto é, as notícias vão surgindo sem nexo de ordem. Por exemplo: começam com uma notícia de desporto, passam para uma notícia internacional, logo de seguida surge uma notícia nacional, voltam ao desporto e andam assim durante todo o Jornal. Quanto a mim: ERRADO!!! As pessoas às tantas não sabem o que é que poderá surgir a seguir e entretanto mudam de canal! De início admito que me agradou muito o modelo, com a Clara e o Rodrigo, novo cenário, novas formas de comunicar com o telespectador (frequentemente levantam-se e relatam uma notícia com o écran enorme por trás), as notícias breves (mais de carácter internacional). Mas a pouco e pouco tornou-se numa salganhada que sinceramente a mim não me agrada.
Não é que o Telejornal do Canal1 me preencha... É sóbrio, formal, directo, simples (embora agora com modelo renovado idêntico no formato à SIC)... mas de certa forma a linha editorial não se alterou! O Telejornal tem mantido a sua regularidade de audiências por isso mesmo.
Em relação a outros conteúdos a SIC resgatou os "Gatos" à RTP, mas para bloqueá-los a RTP mudou "Os Contemporâneos" de horário e colocou a Catarina Furtado com "A minha Geração" frente-a-frente com os "Gato Fedorento". A RTP saíu a ganhar deste duelo e os "Gato Fedorento" apesar de muito originais e cómicos, quanto a mim, caíram na rotina!!!
A continuar assim, mais uma vez a SIC será a grande derrotada do ano, com a TVI a manter o primeiro lugar das audiências com grandes apostas na ficção portuguesa! Nem me dou ao trabalho de comentar o Jornal Nacional da TVI porque aquilo é uma ofensa ao Jornalismo. Constantemente é pivots mal escritos, ou o pivot diz uma coisa e surge a notícia ligeiramente diferente... enfim...
Penso que a RTP1 é a grande vencedora destes duelos de apostas e resultados (para isso contribuíu e vai continuar a contribuir terem comprado o futebol da Liga Sagres!), pois como Televisão Estatal/Pública não se pode distanciar do seu modelo de serviço público e aí para mim isso é que é de louvar! Mesmo assim consegue bons resultados de audiências...

domingo, 14 de setembro de 2008

O QUE NÓS VEMOS (ou que nos deixam ver!)


O tema é constantemente debatido e agora devido ao confronto entre SLBenfica Vs. FCPorto voltou à ribalta: punição de jogadores através de imagens televisivas.
Antecipo já que sou de acordo com a punição do jogador Luisão, do Benfica, pela agressão claríssima a Sapunaru, do FCPorto. Agora, quanto a mim isto acarreta uma série de discussões. Por exemplo: no mesmo jogo, Rodríguez, do FCP, agrediu Nuno Gomes, do SLB, quando o jogo inclusive estava parado. Di Maria sofre falta, quanto a mim passível para ser grande penalidade, ainda na primeira parte... MAS O PRIMEIRO LANCE (da agressão) NEM SEQUER PASSOU NA TELEVISÃO QUE TRANSMITIA O JOGO EM DIRECTO E O SEGUNDO LANCE, quanto a mim susceptível de discussão, NEM FOI REPETIDO PELOS RESPONSÁVEIS QUE TRANSMITIAM O JOGO!!!
Um jogo de futebol, tal como um filme, transmite a visão do realizador, transmite o modo como o realizador vê o jogo. Os telespectadores vêem o que a televisão mostra, ou seja, o que o realizador ordena que seja transmitido ou até mostrado em repetições.
Abrir um precedente de se punir um jogador, seja ele qual for, nem sequer colocando em causa a justiça da decisão, através de imagens televisivas, é a de se punir pela mão de um realizador! No fundo quem pune é quem dirige o espectáculo televisivo!
Se querem punir, recomendo o seguinte: que o jogo seja analisado pelo "bruto" do jogo, ou seja, por todas as imagens captadas pelos profissionais durante o jogo e não somente pelas imagens que passaram na televisão.
Isto leva-nos a outra discussão: os árbitros são avaliados por avaliadores que vão aos jogos e os observam "in loco". A transmissão do jogo, através das repetições e dos grandes zooms das câmaras, revela-nos erros que os denominados observadores muitas vezes não vêem! E por aqui também já não poderíamos ir? Eu compreendo: volta e meia não existiam árbitros para apitar os jogos... visto os erros grosseiros que constantemente cometem!!!
Isto só me leva a acreditar que o futebol que temos é um futebol "mandado, subjugado"...